"SONHO DE JOGAR FUTEBOL É INTERROMPIDO À FACADAS E TIROS DE REVÓLVER"


O sonho de ser um jogador de futebol se foi para o jovem Jefferson de Oliveira Carlos, 17, morto após levar dez facadas nas costas e um tiro no pescoço na noite do último sábado. O crime, que pôs fim a vida do jovem e o seu futuro como atleta de futebol, aconteceu na comunidade da Ilha do Joaneiro, em Campo Grande, Recife. Após o ocorrido, a lei do silêncio imperava entre os poucos moradores que estavam próximo ao corpo, que padecia em meio a grande quantidade de sangue derramado e alguns pertences. O jovem, que morava perto do terminal de ônibus de Campo Grande, ainda no mesmo bairro, vivia na comunidade da Ilha há pouco mais de dois meses porque a sua namorada residia lá.

Segundo a avó do adolescente, o jovem, além de não ter nenhum envolvimento com coisas erradas, alimentava um grande sonho para a sua vida. “Ele não bebia, não fumava e nem usava drogas. O negócio dele era mulher. Ele tinha uma namorada aqui. Ele estava jogando nas divisões de base do Sport. O grande sonho dele era ser um jogador de futebol. Ele jogava muito. Os vários times do bairro viviam chamando ele para jogar”, disse. Ainda de acordo com ela, horas antes do ocorrido, ela tinha falado pela última vez com ele. “Passei a roupa dele, pois disse que ia para a casa da namorada. Isso foi por volta das 14h. Quando deu umas 16h ligaram dizendo que ele tinha morrido”, acrescentou.

No local, após realizar as primeiras diligências, a delegada de plantão da Força Tarefa da Capital do DHPP, Josineide Confessor, apontou algumas razões que possivelmente motivaram o delito. “Até então não sabemos nada sobre a autoria ou motivação do crime. O que sabemos é que existe rixa na localidade, mas ainda não temos indícios conclusivos que possam apontar se o que motivou foi isso. Está muito prematuro para se chegar a algo consistente”, informou. Ao final dos trabalhos dos peritos do Instituto de Criminalística (IC), o corpo do jovem foi recolhido pela equipe de plantão do Instituto de Medicina Legal (IML) e encaminhado para a sede do órgão, localizada no bairro de Santo Amaro, no Recife. O crime será investigado pela Delegacia de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP).
FOLHA DE PERNAMBUCO

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