Em meio a uma residência em construção, jogado num dos banheiros da casa, o corpo do caseiro Jorge Luiz Alves de Araújo, de 21 anos, esperava ser recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). O jovem estava estirado no chão, baleado com um único tiro no tórax. Segundo informações de uma testemunha conhecida por Irmão, dois homens - com identidades desconhecidas - são os acusados de assassinarem Laranjinha, como Jorge Luiz era chamado. Isso porque a vítima teria convidado os suspeitos para dormir na noite de anteontem no local, e consumir drogas. Os criminosos, sob efeito do crack, fizeram “roleta russa” com um revólver e dispararam contra o trabalhador.O crime ocorreu na casa de número 161, na rua Água Preta, no bairro do Janga, em Paulista. O imóvel é protegido por 12 cachorros utilizados como cães-guardas e fica próximo ao mangue do Janga, isolado de outras casas. De acordo com o proprietário da residência, o radialista André Carlos Pereira, de 43 anos, Jorge Luiz trabalhava no local há dois anos, cuidando da propriedade. “Ele morava na casa e era usuário de crack. Vinha conversando com ele para largar o vício e não permitir a entrada de pessoas não autorizadas por mim no imóvel. Mas isso parece que não foi o suficiente”, lamentou.
Informações de um homem que trabalha para o radialista, e que preferiu não se identificar, apontam que os criminosos, no momento de realizar o crime, retiraram cinco das seis munições do revólver, provavelmente calibre 38, e dispararam várias vezes. “Eles apertaram o gatilho até que a bala saísse e atingisse Laranjinha, igual a ‘roleta russa’. Irmão, que também estava no local, ao ver o crime, tentou fugir, mas foi agarrado por um deles. Ele conseguiu escapar empurrando o criminoso. O outro tentou colocar munição no revólver, mas não teve tempo o suficiente para disparar”, relatou o homem, abalado com o crime. folhape
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